Opinião sobre “Lua nova”

22 11 2009

Fiquei muito confusa para dar opinião…

1) Por que a mocinha prefere um branquelo magro sem alma que a abandona ao amigo moreno sarado cheio de amor para dar????

2) O que eles vêm na tal da Bela e por que ela tem tanta vocação para sofrer por amores proibidos?

3) Como assim um vampiro literalmente costura o braço da garota em casa após ela ter se cortado?

4) Por que o carinha legal (e gato) virou lobisomem????

5) Por que a Bela não morreu na primeira tentativa idiota de se arriscar?

6) Por que o vampiro galã foi se refugiar no Rio de Janeiro? O que foi o Cristo aparecendo na janela????????????

7) Repito: por que ela não ficou com aquele, desculpem, gostoso do amigo dela?????

8) Por que uma menina estava vestindo meia calça e saia de bolinhas naquele calorão para ficar igual à menina idiota do filme?

9) Por que filme ruim sempre acaba de forma abrupta?

10) Por que eu passei duas horas dentro daquele cinema?





Opinião sobre “Alô, alô Terezinha”

22 11 2009

Não vou criticar o filme. Afinal, dei boas risadas com ele. Só deixo uma pergunta: as pessoas que criticam a “depravação do funk”, que tem “desorientado crianças e jovens” da nova geração são as mesmas que idolatram o Chacrinha?  Só pra saber.





Opinião sobre “2012″

22 11 2009

Acho que fui a única a chorar no cinema. Fiquei meio deprimida. Desde criança tenho sonhos parecidos com o filme. Recentemente, sonhei com uma tsunami gigante e sofri tentando salvar minha família. Não acredito que o mundo irá “acabar” como foi mostrado, mas tenho certeza de que estamos passando por transformações significativas. Esse filme é, na verdade, meio cruel. Jogada de marketing inteligentíssima, devo admitir, mas é meio mórbido. Afinal, 2012 já está ai. Sensação esquisita. Estou com 28 anos, tenho o mundo inteiro para conhecer e uma profecia de que o mundo irá acabar daqui a pouco mais que dois anos. O que devo fazer? Largar o emprego e sair de mochila por ai?





I’m not NY

22 11 2009

Passei três semanas nos EUA estudando. Fiz dois cursos de business em universidades renomadas, conheci muitas pessoas inteligentes e interessantes, mas preciso confessar: não gostei de lá. Na verdade, não gostei do jeito como me senti lá. De São Francisco gostei, cidade bonita, clima descontraído, com cheiro de liberdade. O campus da Berkeley University é fantástico, não posso deixar de mencionar. Você respira inovação. Athens, em Ohio, é uma cidade pequena, bastante fria no outono, meio sem graça, que gira em torno da vida universitária. Mas minha grande questão foi Nova York, onde tive uns dias livres. Minha sensação lá foi de exagero e vazio. Me senti o tempo todo apressada, como se eu não estivesse no lugar certo, no horário certo, no programa certo… É esquisito. O atendimento na maioria dos lugares foi pior do que no Rio de Janeiro e ainda se paga 20% de tip em dólar. A palavra de ordem é consumo e o vazio antes, durante e depois das compras só pode ser preenchido com generosas porções de comidas gordurosas. Como se come mal e muito… Eu, que adoro arte, museus e programas culturais, me vi descendo acelerada as famosas rampas do Guggenheim, irritada no Museu de História Natural e preferindo ficar nas escadarias do Metropolitan ouvindo um grupo vocal cantando blues do que conhecê-lo melhor por dentro. Com exceção dos espetáculos da Broadway que assisti, meu melhor programa foi fazer compras no Woodburry Outlet. Não pelo prazer, mas pelo custo-benefício. Aliás, custo-benefício vírgula. Voltei com uma mala grande a mais, paguei excesso de bagagem (e não foi por causa dos dois diplomas), passei com medo pela alfândega e ainda tenho que pagar uma conta astronômica do cartão de crédito.  Ah! E voltei mais gorda comendo aquelas montanhas de bacon e costelas com molho barbecue. Definitely, I’m not NY. Whearever…





Não faz mal a ninguém

7 10 2009

Mas ora vejam como é vida… Às 17h30 senti no escritório vontade de comer….. CANJA. Isso mesmo: não era Cheddar do Mc Donalds, não era costela do Outback, não era chocolate, nada disso. Era canja mesmo. Aquele caldo insoso com pedaços de frango, arroz e batata.Juro que se me oferecessem pizza recusaria pela canja. Caraca… Saí do trabalho às 18h em ponto e passei no Kilograma de Botafogo que tem sopa do dia a R$ 8, podendo comer à vontade. Adivinha qual é a sopa do dia: canja, claro. Comi três potinhos feliz da vida com pimenta. Já acabei de comer e continuo aqui. Coisa feia…. A conversa da mesa ao lado está muito interessante. Bem, vou sair porque uma senhorinha sentou-se à minha frente sem pedir licença… Acho que estou ocupando lugar à toa.Bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém.





Evolução

7 10 2009

No olhar do outro o reflexo
No meu estômago o refluxo
No meu íntimo resisto
No desespero reflito
No dia seguinte refaço
No mesmo instante repenso
Na marra reconheço
Na luz resignifico
Na certa é um recomeço





“Yes you can”

4 10 2009

Meu passaporte chegou antes do previsto. Consegui o visto de 5 anos de negócios e de turismo. Foi até tranquilo. Em menos de 1 hora estava tudo resolvido. Me perguntaram o motivo da viagem, minha profissão, meu salário, se conheço a Europa e quais países. Oh, que maravilha… Sou uma pessoa apta a entrar no país deles. Não sei se devo me sentir lisonjeada. Sinceramente. Acho meio humilhante esse processo… Não quis ir à Disney aos 15 anos, mas agora não vejo a hora de conhecer o Vale do Silício. E o melhor: para estudar Inovação!! Estou empolgada com a viagem. Coincidência ou não, amigos de infância estarão em Nova York no mesmo período que eu e comemoraremos juntos meu aniverário na cidade. Detalhe: minha estada em Nova York será sem compromisso! Ficarei lá por uns dias entre o módulo de Berkeley e o de Ohio. Melhor impossível. Espero que dê tudo certo.





Que orgulho!

4 10 2009

Eu estava no Porcão Rio’s (com certo ar saudosista, já que vai fechar) com quase toda a empresa reunida quando soube que o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016. Confesso que chorei. Me emocionei com o vídeo exibido, com o choro do Lula, com a imagem do povo celebrando em Copacabana. Sempre choro com essas coisas… Na verdade, chorei, gritei, comemorei com os braços levantados, aplaudindo com os colegas não menos felizes diante do telão do restaurante. Saímos saciados e orgulhosos. Antes de entrar no taxi, dei uma olhadinha rápida para o Pão de Açúcar e coloquei os óculos escuros logo para ninguém perceber que me emocionei novamente com a beleza da cidade. Sou boba mesmo. Sinto que estou onde eu deveria estar. Sinto a cada dia o privilégio de morar na cidade mais bonita do mundo.





Opinião sobre “Viver sem tempos mortos”

4 10 2009

Uma calça preta, uma camisa branca e uma cadeira num palco vazio não seriam suficientes para manter uma platéia atenta e atônita por uma hora (ou seriam 10 minutos?) não fossem “preenchidas” por uma Fernanda Montenegro intensa e fabulosa interpretando a não menos intensa e fabulosa Simone de Beauvoir. Desde que me dei alta da terapia existencialista simplesmente por que “não fazia mais sentido”, não tenho me debruçado sobre essas profundas questões sartre-beauvoirianas. Foi uma delícia. Estou vivendo sem tempos mortos. Estou inteira. Estou plena no meu “desamparo”. Estou vivendo com toda a consequência. Sartre ficaria orgulhoso de mim. rs





O sol nasce para todos

27 09 2009

Acordei neste domingo com vontade de ver este sol lindo que resolveu aparecer. Pensei em ir comer as Iscas em Revista (peixe com molho de mostarda e mel) do quiosque Copacabana, perto do Posto 4. Não iria mesmo tomar sol, nem mergulhar nesse mar agitado e gelado do Rio… Saí ensoladara de biquini amarelo de fitinha rosa-choque, vestidinho amarelo, bolsa de pano beterraba, óculos escuros, havaianas douradas, rabo de cavalo e pausa na farmácia para comprar o filtro solar (Helioblock 40 da La Roche Posay – recomendo!) que acabou. 

Peguei o metrô e me lembrei logo por que  ir à praia em Copacabana me irrita. Comprei uma revista na banca de jornal e andei pelo famoso calçadão procurando o tal quiosque. Durante a 1 hora que permaneci na praia (digo, no calçadão)…

…  idosos aglomeravam-se em frente às barraquinhas montadas pela Defesa Civil em campanha anti-queda pensada especialmente para eles. Um senhor de braço engessado cantava animadamente e duas velhinhas sambavam…

… bombeiros e policiais militares reivindicavam melhores salários numa manifestação gigante com direito a faixas e trio elétrico. “Você arriscaria sua vida ganhando R$ 900?”…

… bolivianos tocavam sua música típica de um lado e terapeutas faziam massagem relaxante do outro…

… um casal de estrangeiros tirou foto em frente a uma escultura de areia e se surpreendeu quando o artista veio cobrar…

… um grupo de pagode veio tocar próximo à minha mesa no quiosque e me pediu dinheiro em inglês…

… recebi uma cantada em carioquês andando no calçadão (uau! voltei a receber cantada de biquini rsrs)…

… descobri na revista que existe um spray para inibir a vontade de comer doce…

… um helicóptero resgatou uma pessoa que se afogava no mar…

… uma menina me disse que estava com fome e pediu para pegar uma isca de peixe minutos depois de eu ter olhado com pesar metade da deliciosa porção intocada na travessa.

Esta última cena, sem dúvida, foi melhor do que a cantada.  Disse a ela: “pode comer à vontade. Já estou satisfeita. Coloque o molhinho que fica ótimo.” Ela pegou um pedaço meio tímida, comeu mais um, mais outro (enquanto eu lia a revista) , depois já passou no molho e gostou, pegou o potinho de molho e raspou até o fim, depois pegou o limão e colocou em todos os pedaços de peixe que restavam e comeu mais um pouco. Nessa hora eu disse: “limpa a mãozinha porque limão mancha no sol, tá?” Ela comeu mais um pouco, pediu para embrulhar o que sobrou no guardanapo para levar, disse “obrigada, tia” e foi embora. Pedi a conta e fui embora também feliz da vida em tempo de pegar o Hortiffrutti aberto em Botafogo, tomar um suco de morango com laranja e fazer as compras da semana.